Analisando estudos realizados em outros países é possível notar que o Brasil ainda não está preparado para tratamento eficaz de grávidas com TBH
Todos sabem que a gravidez é um período onde ocorrem diversas mudanças físicas, fisiologicas e neurológicas. Você já parou para pensar como seria isso em uma mulher portadora do transtorno bipolar? A resposta é que é realmente difícil, pois a doença é complexa, rodeada de mitos e preconceitos por parte das pessoas, afinal, julgar é muito mais simples do que conhecer os reais motivos e veracidade de fatos, como a bipolaridade. Sempre que me disponho a fazer algo que realmente preciso, eu vou fundo, estudo e busco soluções. E devido a fatos que aconteceram comigo eu resolvi criar esse blog para ajudar a muitas mulheres na mesma situação. Recentemente, percebi que muitos psicólogos, psiquiatras e neurologistas no Brasil não estão preparados para tratar de mulheres que desejam engravidar e que são portadoras do transtorno bipolar. Quando toquei no assunto com minha psiquiatra, ela simplesmente falou que seria melhor que eu não engravidasse, que deixasse para depois... Insisti em saber com ela mais sobre o assunto, afinal, é a especialista na area, a psiquiatra, aquele profissional o qual você recorre em busca de respostas para perguntas complexas. O máximo que consegui foi: Você que sabe. Faço uso do Valproato que é altamente desaconselhável durante a gravidez. Achei um absurdo, pois, creio que para tudo tem solução, que há estudos em andamento, e que ninguém tem o direito de tirar seu sonho, assim, do nada. Depois, fui ao neurologista, percebi a total desinformação dele sobre o assunto, pois falou claramente que eu poderia engravidar fazendo uso do medicamento (Depakote). Isso me indignou, pois, eu já havia lido muito sobre os efeitos dessa medicação durante a gravidez, principalmente nos três primeiros meses. E conforme eu ia perguntando, ele ia desconversando e me falando de casos de mulheres que fizeram uso do medicamento e tiveram os bebês saudáveis. Logo, disse a ele, mas é claro! Existem percentuais de bebês que nascem com malformações. Isso não quer dizer que todos os bebês de mães que fizeram uso da substancia terão os mesmos problemas, claro que pode acontecer de nascerem perfeitos. Mas, acho que ele deveria ter sido mais claro sobre a falta de informação sobre o assunto, e não indicar nada sem antes saber as verdadeiras causas e efeitos colaterais. É simples, leia a bula de um medicamento à base de Divalproato de sódio que você vai saber como é contra-indicado em caso de gravidez. Não estou desfazendo dos médicos do nosso país, temos ótimos profissionais, mas com as experiências que tive, acho que estamos bem atrás de outros países nessa area. Graças à Deus, falo inglês fluentemente, e comecei a pesquisar em sites sérios, de hospitais internacionais, descobri centros médicos que tratam apenas de mulheres grávidas portadoras de transtornos, e isso foi minha principal motivação para criar esse blog, e trazer para todos vocês casos, sérios, com dados, números, embasamento teórico e estudos realizados em clínicas especializadas, e com isso tudo, uma coisa eu descobri, há sim, maneiras de nós mulheres portadoras de transtorno bipolar engravidarmos com o mínimo de risco possível, e com a ajuda de Deus, termos nossos filhos saudáveis. Isso foi um alívio para mim e quero dividir essas informações, esses estudos; pois dessa forma, trocando informações, nos sentiremos mais confiantes e felizes com nossa condição e saberemos que estaremos aptas, como qualquer outra pessoa a realizar sonhos, e nesse caso, termos a benção da maternidade.
Grande abraço


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